sábado, 23 de fevereiro de 2013

Sobre comemorações e perdas...

Pois bem,
1)Comemorações
Hoje é o dia 214 do ano 21 e a poucos dias o ano brasileiro começara com o fim do carnaval. Tentando aproveitar o ensejo quis por a prova se realmente não gosto desta festividade ou se minha repulsa consistia em puro comodismo e frescura de minha parte. Invertendo a ordem dos fatores antecipo que conclui que de fato não gosto realmente e isto se deve não as origem da festa ou aos ritmos musicais da época pois neste quesito fui agraciado com a possibilidade de poder desfrutar de diferentes gêneros de forma publica e gratuita podendo escolher aqueles que de fato me agradam. A origem deste desconforto se encontra no conceito de liberdade sem limites que domina as mentes dos foliões nesta data. Violar privacidade, bolinar com estranhos e cometer pequenos delitos parece perder o caracter criminoso nesta época. A máxima da cidade do pecado " o que acontece em Vegas morre em Vegas" ganha uma nova colocação temporal neste período do ano. Isso me é repulsivo. Não descarto que talvez seja parte de minha natureza de não me permitir perturbar o conforto e a paz alheia para saciar meus anseios e nesta discrepancia com a natureza libertina do festejo que me se encontra a natureza de meu desgosto por esta comemoração. Ao concluir isso meus pensamentos me levaram a contestar se sou uma pessoa ranzinza, o tipico estraga festas que o futuro reserva o rancor de todos a sua volta. Minha resposta para este pensamento foi: c'est la cie. Soa arrogante e senhor de uma verdade universal dizer isso mas me sinto no direito de desagradar de algo sem que com isso ofenda moralmente nenhuma pessoa.
2) Perdas.
Hoje é dia 219 do ano 21 e acabo de perder um membro de minha família. Minha reação foi uma mistura de apatia e perda de foco, não derramei nenhuma lagrima ou suspiro pois a relação que tinha com este ente era tão sutil quando pode ser a relação entre primos de segundo grau. O que me abalou foi o fato de pensar no filho que perdeu o amparo paterno. Pensar em como meus pais ficaram desconsolados. Pensar em qual mesquinhas são nossas rusgas familiares sendo que no final elas se mostram formulas vazias que nos roubam possíveis boas lembranças. Com base nestes pensamentos vi que super valorizamos as condições de vida e morte nos apegamos e idealizamos de mais nossas relações com o mundo quase que ignorando o qual nebuloso são os segundos que estão por vir. Soa hipócrita  dizer que não sentir nada pois é a verdade dos fatos pois não sou passional nas minhas expressões, tentando ser frio e tentar extrair o melhor de tudo ainda que o melhor seja concluir que a vida é imprevisivivel e cinza.
3) Miscelania de consideradões.
Hoje é dia 225 e acordei estranho. Meu colega de quarto descansando de sua proveitosa noite com sua "Relação unilateralmente fiel baseada em saciamento dos desejos de afeto " ( termo que cunhei agora com base do que sei sobre este relacionamento dele) e me pus a devagar sobre o que aprendi na ultima noite com ele e sua sabedoria. Concordei quando ele disse que felicidade esta no desapego com nossas relações com o mundo e principalmente na ausência de tristeza. Soa mórbido dizer isso mas felicidade de fato se trata da ausência de tristeza e mesmo neste ponto felicidade na minha vida e uma sensação de trés segundos ou menos. Extraindo um pouco mais de sua palavras vi que concordamos que aqueles que nos cercam tendem a desejar o que eles estão vivenciando para nos, seja coisas boas supondo que elas também nos traram felicidade, seja quais ruins para não se sentirem os únicos tribulantes de uma barca naufragando. Não me aterei aqui em debater sobre em compartilhar de amargores, o que realmente tenho desejo de dizer é sobre desejar as mesmas coisas esperando que sejamos satisfeitos como eles estão. Isso é errado. Bem como na gastronomia onde cada um tem um sabor que lhe apetece cada um tem as situações que lhe completam e satisfazem. Não existe receita de bolo. Esmiuçando mais este ponto me refiro a relacionamentos amorosos pois por mais que isto mexa com os brios alheios existem aqueles que não necessitam de tal coisa, outros não necessitam de fidelidade, um outro grupo só necessita de uma alcunha vazia, outros precisam de um segundo ser com que compartilhar angustia bem como deve existir gente que ter tal relação com todo um universo de pessoa simultaneamente. Por mais que prefiro acreditar que antes de começar qualquer coisa devemos estabelecer os objetivos e regras que iremos usar atualmente me vejo como um guerreiro solitário nesta causa. 
Sobre outro trecho da conversa notei como insignificante sou diante do universo. Parafraseando e mexendo no contexto do celebre texto de Carl Sean sou apenas um ponto amarelo, pequeno e ignorável numa espaço escuro infinito que não tem convicções morais para dizer que se sente parte de qualquer mecanismo invisível. Sou um fantasma.

De todo modo,
Grato

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